O fracasso do time B

Thalita Ezequiel 

Em 2017, quando foi anunciado que o Galo contaria com um time B, o projeto foi visto com bons olhos. Afinal de contas, a ideia de dar mais tempo de adaptação aos jogadores que passam da idade das categorias de base, mas ainda não estão prontos para o profissional, é, de fato, muito interessante. A iniciativa já foi realizada em alguns clubes europeus e em poucos brasileiros.

No entanto, o que vimos na elaboração do time B do Galo foi o aproveitamento de jogadores sem o mínimo nível técnico para vestir a camisa alvinegra. Atletas como Leleu, Mansur e Xavier, mesmo já tendo mostrado seu futebol (ou a ausência dele) em diversas ocasiões, ganharam a oportunidade de sugar mais do clube, sem nenhuma possibilidade de contrapartida. Enquanto isso, jogadores que mereciam mais tempo em campo para a bendita transição, aqueles que acabaram de subir da base, eram preteridos em muitas ocasiões.

Durante a Florida Cup, pudemos acompanhar o time B e avaliar o porquê da extinção do projeto com apenas um ano de duração. Mesmo que consigamos destacar alguns nomes, como Thalis, Rodrigão e Pablo, que talvez poderiam atuar em times da série B, isso não justifica a manutenção do investimento em diversos jogadores com nível técnico baixíssimo. Além disso, é gritante o tanto que a base está aquém do que pode fornecer ao clube e deve ser melhorada, o que já está em curso com a nova diretoria.

O projeto do time B pode ser positivo em um cenário de maior qualidade técnica nas categorias de base e convicção dos seus objetivos enquanto fase de transição. Quem sabe em uma futuro não muito distante, com uma gestão séria e compromissada com a evolução do clube no cenário esportivo, não possamos contar novamente com essa oportunidade de amadurecimento dos jogadores que estouram a idade do time sub-20.

 

Fotos: Florida Cup