No fim das contas, o saldo foi positivo

Normalmente, depois que uma equipe de futebol ganha um título importante, a tendência é de que os jogadores tirem um pouco o pé para os próximos jogos.

Por mais que o torcedor queira ser campeão de tudo, esse sentimento não é muito compartilhado pelos atletas.

Não sei se isso chega a ser consciente, mas é um comportamento comum. Acho que é até meio inerente ao ser humano: uma certa acomodação depois que sente que conquistou um objetivo grande.

Pois bem, após a conquista do penta da Copa do Brasil, eu estava esperando isso mesmo do Cruzeiro, uma desacelerada. Mas ser torcedor é se iludir e desiludir milhões de vezes em uma mesma competição.

Depois dos jogos contra Corinthians, Ponte e Grêmio, cá estava eu, cheia de esperança de que dava para, pelo menos, botar pressão no Corinthians, na briga pelo título.

As derrotas contra Coritiba e Atlético foram um banho de água fria no meu entusiasmo. O sentimento que ficou é de que os jogadores estavam sim em ritmo de férias e ainda curtindo as comemorações pelo título.

Pra esse jogo contra o Palmeiras, eu não estava muito otimista, a vitória tinha um peso muito maior para os palmeirenses que para nós, logo, eu esperava um jogo displicente, mais uma vez.

Mas esse time do Cruzeiro é tão “safado” que ele contraria todas as minhas expectativas. Foi assim o ano todo. Quando eu não esperava a vitória, vencemos. E quando enfrentamos times pequenos ou em pior situação, derrotas ou empates doídos.

Não assisti ao primeiro tempo, mas o segundo achei surpreendentemente divertido. Fiquei inclusive com a sensação de que, com um pouco mais de capricho, dava pra voltar de São Paulo com a vitória.

Fomos brindados com mais uma atuação brilhante do Fábio, que nunca decepciona e um gol lindo do Robinho, que convenhamos, joga muito. Fora o bônus de poder relembrar à imprensa paulista de que o Cruzeiro é gigante e deve ser sempre respeitado.

No fim das contas, analisando esta partida isoladamente, achei o saldo positivo. E já que não dá pra brigar por muita coisa ainda nesse ano e com a vaga pra Libertadores garantida (não vejo a hora!), espero do time jogos competitivos.

Terminar o campeonato na melhor colocação possível e aproveitar essa reta final do Brasileiro, porque já já a temporada acaba e começa a pior e mais longa época do ano: aquela que não tem jogo do Cruzeiro.

Foto: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro