Estreia de Oswaldo de Oliveira e reestreia de Robinho

Thalita Ezequiel

A segunda-feira parece ficar mais leve após uma vitória do Galo. O mais pessimista dos atleticanos, que na rodada passada já fazia contas para se livrar do rebaixamento, hoje começa a vislumbrar a vaga para a Libertadores. É quase (ou nem tão quase assim) como um relacionamento doentio, no qual sofremos todos os dias, mas que um gesto positivo é suficiente para nos fazer apaixonar de novo. Só que desse relacionamento, é impossível sair. Lembrando que nos relacionamentos amorosos interpessoais é bem possível, viu? Sério. Sai daí. É cilada.

O jogo contra o Atlético falso, pelo Campeonato Brasileiro, marcou a estreia de Oswaldo de Oliveira. Depois de ter sua contratação confirmada no início da semana passada, o técnico dividiu opiniões entre a torcida. Sendo o terceiro a ocupar o cargo nessa temporada, não podia haver mais erros de avaliação. As opções no mercado eram muito escassas e, entre aqueles sem contrato, não havia um sequer que seria unanimidade. Como já falei aqui no blog várias vezes, os erros de avaliação foram os passados. Agora, a diretoria tenta somente apagar o incêndio.

Uma qualidade de Oswaldo que não pode ser contestada é sua experiência, característica que, sem dúvida, fez falta no comando do Galo esse ano. E foi essa experiência que fez o técnico apostar em um dos melhores jogadores do elenco para reverter a situação difícil na tabela: o menino Robson. Robinho recebeu a confiança do treinador e foi colocado na sua posição certa, sem exigir que ele ficasse voltando para auxiliar o lateral na marcação. E ele correspondeu às expectativas. Num primeiro tempo de baixíssima qualidade técnica por parte dos dois times, aproveitou a sobra após escanteio e abriu o placar. Que saudade o atleticano estava da dancinha da comemoração!

No segundo tempo, os donos da casa voltaram pressionando, como era esperado. E tiveram boas chances, que pararam nas mãos de Victor. Sem substituições esdrúxulas, Oswaldo manteve a estrutura tática do time, que passou a apostar nos contra-ataques. Poderia ter matado o jogo mais cedo, mas Cazares, com toda sua displicência, desperdiçou a chance de servir seus companheiros no contragolpe. No entanto, o equatoriano, que em um lance isolado é capaz de decidir partidas, deu a assistência para o segundo gol de Robinho, diminuindo nosso desespero nos minutos finais.

Com a vitória, o Galo chega à nona posição no campeonato, atrás exatamente dos paranaenses. Está a quatro pontos da zona de rebaixamento e a seis pontos do G6. Oswaldo de Oliveira quer trabalhar com a meta de vitória a cada jogo, ao invés de planejar um total de pontos em determinado número de jogos. Acredito que isso seja mais motivador para o grupo nesse momento do ano. O técnico mostrou muita satisfação por estar no comando do Galo e parece realmente empenhado em fazer um bom trabalho. Vamos torcer para que ele siga motivando e recuperando nossos talentos, além de ajudar a planejar o ano que se aproxima.

 

Foto: Bruno Cantini / Atlético