E a final não sai da cabeça

Bárbara Ezequiel

Sou uma pessoa ansiosa por natureza, então em dias que antecedem jogos importantes, tendo a ficar bastante nervosa. Quando se trata de decisão, essa ansiedade se eleva a níveis estratosféricos.

Já faz tempo que estou sonhando com mais um título da Copa do Brasil e nesta semana teremos a oportunidade de lutar por isso novamente. É lógico que, sendo assim, minha cabeça não sai desse jogo contra o Flamengo.

Sei que isso não é exclusividade minha. Presumo que o mais calmo dos cruzeirenses também esteja enfrentando dificuldades para ignorar o que está por vir na próxima quarta-feira. Pra essa semana tenho três expectativas:

Primeira: que Belo Horizonte seja tomada pelo clima de decisão, assim como foi contra o Grêmio. Até a energia estava diferente, todos os torcedores com a cabeça voltada para o jogo, um clima de total confiança e otimismo.

Segunda: que na quarta-feira, a torcida faça seu papel e transforme o Mineirão em um inferno azul. Que cada torcedor que estiver na arquibancada cante a vida e apoie o time do início ao fim, mesmo que as coisas estejam difíceis em campo (e estarão).

Como eu já disse outras vezes, torcida ganha jogo sim! Nós temos que entender o nosso papel nessa final e ele pode ser decisivo, pro bem ou pro mal. Aos torcedores que não estarão no estádio, que acreditem no time e mandem energias positivas.

Terceiro: que os jogadores entrem em campo como se fosse o último jogo da vida deles, que comam grama, doem até a última gota de sangue, joguem focados. Compreendam a importância desse título e o desejem tanto quanto nós, torcedores.

A decisão está em aberto, não há favorito. Não temos como prever o que vai acontecer, até porque o adversário também é forte e de tradição. Mas temos que ter a consciência tranquila e a segurança de que luta e raça e não faltarão. E que venha o Flamengo!

Foto: Washington Alves/Light Press/ Cruzeiro