O futuro está logo ali

Thalita Ezequiel

Arena MRV

Na próxima segunda-feira, os conselheiros votam talvez a decisão mais importante do futuro do Galo: a aprovação do projeto do estádio próprio. Planejado durante 4 anos e baseado em modelos europeus que deram certo, o estádio será o primeiro construído  no Brasil por clubes sem deixar dívidas e sem contratos de exploração por construtoras/administradoras durante longos períodos. Para isso, o Galo venderia 50,1% do Diamond Mall para a Multiplan, cadeiras cativas para o BMG e naming rights para a MRV, totalizando aproximadamente 420 milhões de reais. Além do crescimento do patrimônio do clube, ainda contaríamos com um aumento expressivo da arrecadação com bilheteria, estacionamento, bares e restaurantes, além de eventos fora do âmbito esportivo. Eu confesso que não tenho muita experiência em administração de shopping ou de estádio e não conheço de perto os contratos com a Multiplan ou com as administradoras do Independência e do Mineirão. Sendo assim, prefiro escutar quem domina o assunto e, considerando os argumentos em blogs, programas esportivos e no material distribuído aos conselheiros, não resta muita dúvida de que é um empreendimento sério e lucrativo. Além de ser a única possibilidade que vejo, no momento, de manter alguma disputa com os times do eixo RJ-SP, que têm receitas muito maiores do que o restante.

Cuca

Há boatos de diversas fontes que afirmam que Cuca será o técnico do Galo em 2018. A má campanha do Palmeiras esse ano, aliada à confusão envolvendo Felipe Melo, distanciam o técnico do time alviverde em 2018 e o aproximam de nós. A teoria faz sentido, considerando a escolha questionável de Micale para substituir Roger Machado. Só um técnico inexperiente, em sua primeira oportunidade num time de expressão, aceitaria um contrato de seis meses, como ponte para outro trabalho. Vejo a mudança com bons olhos. Por mais que não goste dessa mania de mudar de técnico como trocamos de roupa, prefiro alguém que saiba planejar uma temporada, com olho clínico para buscar jogadores promissores e formar um elenco qualificado. E isso Cuca e Cuquinha já mostraram que sabem muito bem como fazer. E para aqueles que questionam o trabalho de Cuca, dizendo que ele é ultrapassado e que o Palmeiras desse ano não tem padrão de jogo, vale lembrar quem é o atual campeão brasileiro e as besteiras no planejamento que fizeram por lá. Sabemos bem como um bom planejamento faz a diferença.

Luan 

Já falei algumas vezes aqui no blog que, apesar das deficiências evidentes apresentadas por Micale, vejo melhora em alguns pontos fundamentais no time. Refiro-me principalmente à movimentação no ataque, que em grande parte da temporada, à exceção de alguns poucos jogos com Roger, se mostrou restrito aos cruzamentos despropositados na área. Peça essencial para essa mudança de comportamento é Luan. O jogador está, pela primeira vez no ano, tendo uma sequência e contribui muito, tanto na parte defensiva quanto ofensiva. Atuando geralmente pelo lado direito, ele faz jogadas na linha de fundo, dá opção para o passe mais longo, nas costas do marcador, tenta infiltrações e finalizações pelo meio, inverte o lado com Cazares. Ou seja, dá opções e sai do óbvio. Além de tudo isso, vimos em alguns jogos, como na derrota para o Fluminense, pelo Brasileirão, Luan marcando o atacante da equipe adversária em contra-ataque. Não que isso seja correto, pois expõe erros de posicionamento da defesa. Entretanto, mostra a voluntariedade do menino maluquinho. Que seu joelho seja abençoado, Luanzinho, e que qualquer mágoa em relação a Cuca fique para trás, para que possa ter um 2018 bem produtivo.

 

Foto: site www. atletico.com.br