Micale juvenil

Thalita Ezequiel

Os dois pontos perdidos pelo Galo no jogo desse sábado, pelo Brasileirão, vão direto para a conta de Rogério Micale. O time até fez um bom primeiro tempo contra o Palmeiras, tendo a chance de abrir o placar com Fred cobrando pênalti e errando mais uma vez. Tomou um gol pouco tempo depois, num roteiro clássico, repetido muitas vezes esse ano. E, em mais um pênalti, convertido por Fábio Santos, buscou o empate e ficou com um jogador a mais em campo. 

Com a vantagem numérica, a lógica seria ter mais espaços, possibilitando troca de passes e infiltrações. No entanto, mais uma vez, o Galo riu na cara da lógica e, no segundo tempo, apostou na jogada preferida das defesas adversárias: o chuveirinho. Nesse contexto, Micale teria duas opções. A primeira seria manter o esquema de jogo, ajustando o posicionamento de alguns jogadores e cobrando jogadas pelo chão. A segunda, mais ousada, seria abrir mão de um volante para buscar a vitória. O técnico optou pela segunda alternativa. 

A substituição de Adílson, que fazia excelente partida, por Robinho, que não marca ninguém e está em fase difícil, foi ousada até demais. Mas tudo bem. Afinal de contas, o Palmeiras parecia ter vindo ao Independência para segurar o empate e, com um jogador a menos, não mostrava ímpeto de se atirar ao ataque. E foi nesse contexto que Micale confirmou que deu um passo maior que a perna ao aceitar o convite para dirigir o Galo nesse segundo semestre. O treinador realizou a substituição mais estranha desde sua chegada, tirando Cazares, o único armador do elenco, para a entrada de Yago (???). No frigir dos ovos, ele tirou nosso melhor volante e nosso armador para colocar um volante limitado e um atacante em má fase. 

A presepada ficou ainda maior quando o Palmeiras teve seu segundo jogador expulso. Com nove adversários, o Galo não soube criar espaços e ficou no um a um mesmo, para desespero da torcida. Para completar a infelicidade, nosso querido técnico juvenil ainda teve a audácia de comemorar o ponto conquistado em casa e falar que vai treinar mais para momentos em que o time tiver mais jogadores em campo. No momento, resta torcer para que alguém tenha prendido Cuca nos vestiários do Horto e só o  liberem mediante assinatura de contrato.

 

Foto: Bruno Cantini / Atlético