Mais do mesmo

Thalita Ezequiel

Eu poderia repetir o texto A falácia do grande elenco. Eu também poderia repetir o texto Carta aberta ao presidente. Eu simplesmente poderia repetir todas as críticas feitas no blog até aqui. Isso porque nesse domingo, contra o Grêmio, vice-líder do campeonato, o Galo mostrou mais do mesmo. 

Na rodada que encerra o primeiro turno do Brasileirão, Micale optou por escalar os reservas, com o objetivo de poupar jogadores para a partida de quarta-feira, pela Libertadores. A escalação era aquela de dar arrepios. Só de ver que precisaríamos contar com a criatividade de Otero pela direita e com a habilidade e posicionamento do grande centroavante Elder, já começamos a chorar baixinho, em posição fetal. 

O resumo do jogo foi o seguinte: o Grêmio jogou como quis, fez dois gols na hora que bem entendeu e se deu ao luxo de poupar o time durante a partida. Obrigada, Renato Gaúcho e jogadores gremistas. O Galo não precisava de mais uma humilhação esse ano. O Atlético, por outro lado, era um amontoado de jogadores (alguns nem tão jogadores assim), cada um fazendo o que achava que era certo, deixando a vida levar. 

Hoje, foi desconstruída a ideia de que dois volantes botineiros devem ser escalados, já que Adilson e Roger Bernardo não servem nem para a pelada de fim de ano da firma. Também confirmamos que os laterais reservas não engraxam a chuteira dos titulares. Tivemos certeza que Robinho não quer estar aqui mais. E por último, mas não menos importante, vimos o tanto que a diretoria errou no planejamento dessa temporada. Para não falar que sou 100% pessimista, pelo menos Valdívia mostrou um bom futebol e talvez tenha se colocado como candidato a titular, ou pelo menos reserva antes de Pablo, Marlone e Otero.

Chegamos à metade do campeonato com 23 pontos, elenco limitado, jogadores sem vontade e ausência de futebol. Mais uma vez, reflexo de um presidente omisso e incompetente. O próximo jogo é pela Libertadores. O Galo precisa da vitória por dois gols de diferença, em casa. Se acredito? Claro, sou atleticana. É aquela história né? Torcer contra o vento e tal. Mas era mais prazeroso torcer quando víamos futebol de verdade, sentíamos a vontade dos jogadores e tínhamos um presidente. Bons tempos.

 

Fotos: Bruno Cantini/Divulgação