Está de volta o Cruzeiro copeiro

Bárbara Ezequiel

Um campeonato de pontos corridos premia o time que apresenta maior regularidade, normalmente, vence aquele que teve o  melhor planejamento. Não necessariamente o que tem elenco mais caro, mas aquele em que as peças se encaixam, que mantém uma constância. É vencido na técnica e na disciplina. A competição de mata-mata exige outro tipo de postura: raça e sangue frio.

O jogo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, foi brilhante. Não propriamente pela técnica ou disciplina tática, mas pela garra, pela entrega e pela raça. Foi brilhante pelo sangue frio de entender que essa competição se ganha na estratégia e na força.  Mais de uma vez, já ouvimos Mano Menezes falar que se trata de uma disputa de 180 minutos. Ano passado, fomos eliminados pelo Grêmio, justamente por não termos jogado com essa ideia na cabeça. Dessa vez, não cometemos o mesmo erro.

Naquela ocasião, primeiro jogo em casa, saímos perdendo, Mano e o time se desesperaram, umas alterações camicases, esquecendo-se completamente que teríamos mais um jogo, dando espaço pro segundo gol do Grêmio. Foi afobado e tornou quase impossível uma recuperação cruzeirense. Dessa vez, não. Empatamos em São Paulo, mas trouxemos esse resultado pro nosso lado, mesmo após o gol do Palmeiras. Jogadores seguiram focados, treinador mexeu com inteligência e numa jogada que, apesar do Cuca ter tratado como sorte, eu achei linda, Diogo fez um belo gol de cabeça (inclusive, saudades gols de cabeça).

É assim que o cruzeirense se acostumou a ver o time jogar. Pra chegarmos ate aqui, eliminamos Chapecoense, São Paulo e agora Palmeiras. Jogos duríssimos. A resposta do torcedor veio na arquibancada. Nos sentimos representados. Os jogadores honraram o peso da camisa que vestem. É isso que esperamos deles.

Agora, que venha o Grêmio, de novo, como no ano passado. Um dos melhores times do Brasil. Fácil não vai ser, mas a gente gosta é assim, difícil mesmo. A preocupação com o Grêmio fica pra depois. Essa semana é pra comemorar, sentir orgulho de vestir azul, exaltar a grandeza desse clube que escolhemos amar.

Foto: Washington Alves/ Light Press/ Cruzeiro