O Galo subiu no telhado

Thalita Ezequiel

A noite dessa quarta-feira terminou de uma forma que eu realmente não esperava. A escalação para o jogo contra o Bahia, pela 15ª rodada do Brasileirão, agradou a torcida. Três volantes, sendo um deles Adilson, retorno de Marcos Rocha e Marlone substituindo Robinho, suspenso. O início do primeiro tempo também deu um sopro de esperança, quando vimos que o posicionamento não era aquele exdrúxulo tentado na última partida. Adilson e Carioca estavam mais recuados, Elias tinha liberdade para subir e Cazares estrava centralizado, podendo cair pelas duas pontas. Será que agora vai?

O Galo iniciou o jogo da mesma forma dos últimos confrontos no Independência, pressionando o adversário, mantendo a posse de bola e fazendo o abafa para recuperar logo após a perda. Podíamos ver um pouco mais de movimentação, principalmente pela esquerda. A esperança só durou até o momento em que Fred, de forma muito inocente para um jogador com 80 anos nas costas, derrubou Zé Rafael na área. Pênalti e gol do Bahia. Se o Galo já tinha dificuldades com 0 a 0 no placar, essas aumentaram com o resultado adverso. Claro que não poderiam faltar as chances desperdiçadas e a consagração do goleiro adversário, o Neuer da rodada. 

O segundo tempo nos mostrou mais do mesmo. E esse é o ponto chave de tudo o que se sucedeu. Novamente, a equipe mostrou seu repertório extremamente limitado, apostando somente nos cruzamentos para a área. Foram 53 no total. Como se não bastasse, a maioria desses cruzamentos eram frontais, facilitando o trabalho da zaga adversária. E o comentário do técnico Roger Machado após o jogo, afirmando que “com as características que esse time tem, o jeito de jogar será esse mesmo”, é para deixar qualquer atleticano bem preocupado. 

O resultado foi uma derrota por dois gols, em casa, com a torcida mostrando também seu declínio. E, pelo que tudo indica, a demissão de Roger deve ser anunciada hoje. Mais um ano em que precisamos trocar o comando no meio da temporada. Mais um ano jogado no lixo. Confesso que essa mudança me dá muito medo. Não temos bons nomes disponíveis no mercado e também não há tempo para contratações. No entanto, diante da dificuldade mostrada por essa diretoria amadora na montagem do elenco e a impossibilidade de mexer no grupo nessa altura do campeonato, as opções são bem limitadas. Já morremos abraçados uma vez com Tite. Melhor não morrer de novo com o projeto do pseudo-Tite.

Fotos: Bruno Cantini / Divulgação

4 Comments

  1. Realmente a noite de ontem foi trágica, não da pra culpar os Deuses do futebol, o erro foi terreno, terreno ate demais eu me assustei com o time. Outra coisa que concordo com o texto o é o destino do galo depois da saída do Roger, me assusta muito, essa vacância assusta ate mesmo o atleticano mais otimista!! Complicado !

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