Falta de criatividade: a tônica do Galo

Thalita Ezequiel

Nesse domingo, o Galo foi a Goiás enfrentar o lanterna, Atlético-GO. A partida era a oportunidade de abrir uma sequência positiva, já que antecede dois jogos em casa contra times no meio da tabela. Pela posição e categoria do adversário e pela necessidade da vitória, esperávamos que o time tivesse certa facilidade no jogo. Mas sabemos que o nosso time ri na cara da facilidade. 

O primeiro tempo foi muito ruim. Muito ruim mesmo, daqueles 45 minutos que dão calo nas vistas. O Galo até manteve a posse de bola, mas era aquela posse que não significa muita coisa. Sem movimentação, tabelas ou triangulações, como vem ocorrendo em todos os últimos jogos, o time finalizou apenas uma vez e para fora, numa jogada quase por acidente. 

O que mais irritou, entretanto, não foi essa troca de passes infrutífera, mas sim um posicionamento totalmente louco. Após finalmente escalar Adilson como titular, Roger nos surpreende, colocando-o como volante mais avançado e deixando Elias mais preso. Ainda por cima, deixou Cazares aberto na direita, matando a criação no meio. Em meio a esse show de horrores, o gol do Atlético-GO saiu em um cruzamento e falha de marcação na área. 

Para o segundo tempo, Roger voltou com Robinho no lugar de Marlone, que não estava rendendo, ao contrário dos dois últimos jogos. Além disso, posicionou o time da forma habitual, nos fazendo parar de cogitar uma possível demência precoce de nosso treinador. As mudanças surtiram efeito e os jogadores começaram a se movimentar e a dar mais opções, apesar de ainda sem finalizar. E foram necessárias apenas duas finalizações, em duas jogadas de cruzamentos, para o Galo fazer dois gols e virar o jogo. 

O Galo venceu, mas não convenceu. De novo. Mas pelo menos saímos com os três pontos e subimos na tabela. A lição que fica é que não precisa inventar. Deixa o volante marcador na posição do volante marcador, o volante ofensivo na posição do volante ofensivo e o armador na posição do armador. Muda o Independência de cidade. Tira o Kalil da prefeitura e volta para a presidência do Galo. É muito fácil. Não tem erro. 

 

Fotos: Bruno Cantini /Divulgação