Máquina de derrubar treinador

Thalita Ezequiel

Assim o Galo é chamado por vários torcedores após os resultados negativos desse ano. Desde 2014, após a saída de Cuca, somos colocados como favoritos, devido à montagem de fortes elencos. E, exceto pela Copa do Brasil, em 2014, na base do “eu acredito”, e por campeonatos mineiros, essa superioridade não se concretiza em títulos expressivos.

O time parece ter incorporado a máxima “quando tá valendo, tá valendo”, dita numa competição de mata-mata pelo saudoso Ronaldinho Gaúcho, em 2013. Entretanto, se esquece de que, num campeonato de pontos corridos, como é o Brasileirão, todas as rodadas valem o mesmo número de pontos e somente a constância é premiada.

Com essa mentalidade, o que vemos jogo após jogo são jogadores desmotivados, passando a impressão de que ganharão a hora que quiserem, com um mínimo esforço. Nessa tônica, não se movimentam, não aparecem para uma tabela ou triangulação e apostam em cruzamentos abundantes e sem objetivo durante a partida. Esse foi, mais uma vez, o retrato da partida contra o Santos, pela 13ª rodada do Brasileirão.

Cada vez mais, ganha força o discurso daqueles que apoiam a queda do treinador. Afinal, por menos que isso, Marcelo Oliveira caiu no ano passado. E Levir, no ano retrasado. E Aguirre. E Paulo Autuori. Mesmo que alguns desses sejam bem questionáveis, não está na hora de questionar quem entra em campo e coloca a bola na casinha?

 

Foto: Bruno Cantini / Divulgação