Irresponsabilidade

Thalita Ezequiel

O time domina o jogo, tem a partida na mão, não passa aperto hora nenhuma. E vem uns moleques achar que estão jogando a pelada de fim de ano. Cadê a seriedade??? Cinco chances claras, pênalti perdido. Eu não dou conta desse time. 

A escalação nos brindou com a volta de Marcos Rocha e o aumento de possibilidades de saída de bola. Cazares e Fred poupados para a entrada de Marlone e He-man. Com a bola rolando, vimos uma mudança de posicionamento essencial para o crescimento do time. Elias atuou como segundo volante, rendendo bem mais que nas últimas partidas, e Yago ocupou a meia-direita, ajudando Rocha na marcação. E deu muito certo. O Botafogo não ofereceu perigo e o Galo manteve a posse e conseguiu construir boas jogadas. Carioca fez uma excelente partida, tanto defensiva quanto ofensivamente, distribuindo o jogo e desarmando com eficiência. Quando quer, tem muita bola né? E Marlone atuou com vontade, buscando a bola e foi premiado com um gol de fora da área. 

O time manteve o jogo sob controle e aí começou o festival de perder gols. Primeiro com Rafael Moura, desperdiçando pênalti. Depois com Yago, que decidiu cruzar, quando tinha ângulo para chutar. Mais uma vez com Yago, chutando em cima de Jeferson. E, coroando a molecagem, Cazares e Robinho. O primeiro querendo fazer gol de placa e cavando pênalti ao invés de tocar para Fred, livre na área. O segundo sozinho na frente do goleiro e finalizando bizonhamente. 

E o que acontece a seguir todos já sabemos. Quem não faz leva, claro! E tomamos o empate num pênalti no último minuto de jogo. Empate com sabor de derrota, muito derrota. Derrota moral de um time moleque! 

 

Foto: Bruno Cantini/Divulgação