Sofrível!

Thalita Ezequiel

Essa palavra é capaz de definir com facilidade o futebol do Galo nessa quarta-feira. Futebol? É, talvez não tenha sido futeboool futebol mesmo. Jogando as oitavas de final da Libertadores, contra um time boliviano, chamado Jorge, podemos dizer que o time de Roger Machado ficou muito aquém das nossas expectativas. Principalmente depois da empolgação com três vitórias seguidas, sequência brilhantemente finalizada vencendo o rival.

Olha, eu sinceramente não sei se a altitude teve alguma influência, se o gramando atrapalhou ou se o cansaço da maratona de jogos pesou. Mas sei que, mesmo com todos esses fatores, é inadmissível não conseguir trocar três passes. Vamos aos destaques negativos então. Bem, o Galo, seus jogadores, a comissão técnica. Basicamente, tudo esteve muito ruim. Victor com dificuldades na reposição de bola, a zaga nervosa (o que é justificável, dadas as circunstâncias de ter dois jovens, sendo que um faz seu terceiro jogo no profissional), Alex Silva… não, calma. Aqui preciso parar, dar uma respirada, arejar a cabeça. Alex Silva, meu filho! O que aconteceu com você ontem??? Abaixo da crítica, tropeçando na bola. Meu Deus! No meio, dois jogadores que se destacam (ou nem tanto) ocupando a mesma posição, Yago e Rafael Carioca, não deram conta do recado. Carioca, mantendo sua cara de menino mimado contrariado, voltou ao futebol padrãozinho de bola para o lado e para trás, sem marcar ninguém. Na minha opinião, é banco até resolver que é profissional e que deve se dedicar sempre, não só quando sua vaguinha de titular está ameaçada. Yago, um dos destaques no clássico, não foi tão mal, mas penso que rende melhor de primeiro volante. Elias, que não tenho certeza se entrou em campo, Robinho, ah! Robinho, Cazares, que tentou, mas não rendeu, e Fred, só na disputa pelo alto, completaram a pelada. No segundo tempo, ainda tivemos a entrada de Valdívia, que não fez nada, e Otero, que nada fez, além de Rafael Moura, que pelo menos lutou e deu um sopro de esperança com uma bola na trave.

Agora os destaques positivos: então, encerro esse parágrafo aqui. Mentira. Podemos considerar que a zaga, com destaque para o Gabriel, deu conta do recado. E agora sim, encerro meu parágrafo.

Acredito que iremos reverter o resultado em casa? Sim. Mas a preocupação é com as oscilações e apresentações pífias ao longo da temporada. Não consigo entender o motivo de não optar por um volante de maior poder de marcação, tendo Adilson e Roger Bernardo no banco, sendo que nossos melhores jogos tiveram esse elemento. Também não entra na minha cabeça um time tão técnico jogar tanto na base do chutão em jogos contra equipes mais fracas. Roger, precisamos de mais. Ainda que você tenha que poupar os titulares vez ou outra, esse elenco tem que se acertar. E isso tem que acontecer antes das decisões mais difíceis ou o ano vai para o ralo.

 

Foto: Bruno Cantini/Divulgação