Que clássico, amigos!

Thalita Ezequiel

Antes de o clássico começar, sabíamos de sua importância para nossas pretensões no Campeonato Brasileiro. A vitória significaria a aproximação do bloco de cima e uma moral extra para o jogo das oitavas da Libertadores. Havia a dúvida se Roger entraria com os titulares ou daria descanso para a importante decisão de quarta-feira, mas ele optou somente por poupar Luan, que vem de uma sequência de lesões. Com a bola rolando, vimos, mais uma vez, o fantasma das contusões nos assombrar.

O capitão Léo Silva sentiu a coxa direita em sua primeira participação, com cinco minutos de jogo, e precisou ser substituído. Em seu lugar, entrou Bremer, zagueiro da base, em seu segundo jogo como profissional. Logo após a substituição, o gol aconteceu em cima do garoto, mais por culpa do cruzamento sem marcação e da cobertura falha dos volantes, ao meu ver. E nos vinte minutos que se seguiram, o Galo assistiu o rival jogar, sem conseguir colocar a bola no chão. Então, do meio do primeiro tempo para frente, o time se impôs. Após uma correção de posicionamento de Yago, que passou a dar opção na saída de bola para a zaga, o meio do Galo começou a participar do jogo. E, a partir daí, dominou o confronto, criando e desperdiçando várias chances.

Defensivamente, mostrou solidez e não passou grandes sustos. Aqui, vale destacar o esforço e dedicação tática de Robinho, que sempre esteve na recomposição pela esquerda. Também ressalto a partida dos laterais, Alex Silva pela direita, anulando o lado mais forte do Cruzeiro e ainda dando uma belíssima assistência, e Fábio Santos pela esquerda, bem ofensiva e defensivamente. Viramos o jogo ainda no primeiro tempo, com uma cobrança de falta perfeita de Cazares e um gol de Fred matador.

No segundo tempo, o baile continuou. O time manteve o controle do jogo e o vigor físico, teve mais chances para marcar e o fez com Fred. Deixaram o papai chegar mais uma vez! Poderia ser mais, se o juiz tivesse dado um pênalti claríssimo, no qual Diogo Barbosa tem um lapso e acha que está jogando vôlei. E ainda, se o mesmo árbitro expulsasse Romero, que já tinha amarelo e fez falta por trás, matando uma jogada de Alex Silva. Os refletores se apagaram, a massa fez uma linda festa e que isso seja um bom presságio, recordando 2013. Fica a lembrança para Thiago Neves: o jogo só acaba, quando termina. Dancinha de Mano Menezes aqui não! O próximo compromisso é pela Libertadores, contra o Jorge, na quarta-feira. Mais uma decisão pela frente. Vamos Galo!

PS: não queria precisar falar sobre isso aqui, pois 2017, sabe? Mas vamos lá. Foram colocadas faixas e cartazes próximos ao Horto antes do clássico, com dizeres homofóbicos. Homofóbicos sim, viu? Não adianta falar que é brincadeira, que o futebol é isso, que politicamente correto é chato. Isso só vale quando a ofensa não é para você, não é mesmo? O Galo é o time de todos e todas. Muitos de nós já tivemos uma postura homofóbica no futebol, mas chega um momento no qual a evolução é necessária. E a hora é agora!

 

Foto: Bruno Cantini/Divulgação