Jogamos e vencemos como Cruzeiro

Bárbara Ezequiel

Mais uma vez fomos para o Mineirão com uma pressão extra. Depois da derrota contra a Ponte, em Campinas, vencer era a única opção.

Esse ano, a torcida nunca sabe o que esperar desse time: vai ser um jogo em alto nível como contra o Grêmio, ou vai ser ridículo como contra a Chapecoense, no Mineirão? É justamente essa irregularidade que deixa muitos com pé atrás. Além de algumas escolhas do treinador, que muitas vezes não conseguimos entender (ou concordar).

O Cruzeiro é, historicamente, um time que joga para frente, propões o jogo (apesar de o Mano ter dado significado diferente pra isso, recentemente). A torcida está acostumada dessa forma e cobra essa postura do time.

Foi assim que o Cruzeiro jogou contra o Coritiba. Pra cima, pressionando, dois belos gols. Troca de passes, sempre avançando no ataque, sem aquele pragmatismo irritante de ficar tocando bola na defesa, pra em seguida devolver pro Fábio dar chutão toda hora. Ainda existem falhas, especialmente no setor defensivo, mas foi um jogo gostoso de ver. Do jeito que o cruzeirense gosta.

O resultado foi excelente, mas agora temos duas pedreiras: Palmeiras, pela Copa do Brasil e clássico, os dois jogos fora de casa. Mas apesar da fama de exigente, muitas vezes chata, a torcida está na expectativa de ver essa equipe engrenar. Basta o Cruzeiro continuar nessa crescente, que a torcida fecha com o time.

 

Foto: Washington Alves/Divulgação