Como não amar o futebol?

Bárbara Ezequiel

Bom, emoção não faltou ontem, né? Foi aquele tipo de jogo que deixa satisfeito qualquer um que aprecie futebol. Ninguém esperava um jogo fácil, imagino. Seria muita inocência presumir que o Grêmio, vice-líder, com a chance de ultrapassar o Corinthians, viria jogar aqui, sem impor dificuldade.

Primeiro, a cornetagem: todo escanteio contra o Cruzeiro, é um parto. O que acontece com a nossa defesa, que parece aceitar todas as bolas que o adversário cruza na área? Contra o Corinthians foi assim e ontem também.

Eu entendo que a zaga não seja a titular, que temos dois zagueiro excepcionais pra voltar mas enquanto isso não acontece, todo jogo é sofrimento. Não tem como não pensar que se Dedé e Manoel fossem titulares ontem, não teríamos tomados gols tão ridículos. Se eu pudesse pedir alguma coisa ao Cruzeiro, seria a contratação de um zagueiro.

Segundo: sejamos justos, se a defesa foi uma tragédia, do meio pra frente, foi pra aplaudir de pé. A bola que está jogando Lucas Romero, desde o jogo contra o Bahia, é uma coisa impressionante. Parece que amadureceu, corrigiu as falhas e manteve a raça de sempre. Não tinha como dar errado. Alisson, que a torcida tanto crítica, também está jogando demais.

Resultado, fizemos frente ao Grêmio, em um jogo que não deu tempo nem de respirar, muito menos para o pessimismo tomar conta. É por isso que amamos futebol e é isso que esperamos do gigante que o Cruzeiro é. Não faltou garra, luta e principalmente, não faltou bola.

A sensação que fica é de que as coisas vão melhorar e que esse time pode e vai fazer muito mais. É hora de a torcida reconhecer isso e caminhar junto, assim como foi no jogo de ontem. Não deixemos de desfrutar essa alegria que só o futebol é capaz de proporcionar e que foi exatamente o que nos fez apaixonar por esse esporte, afinal de contas.

 

Foto: Washington Alves/Divulgação