Cazares, eu te amo!

Thalita Ezequiel

A massa não poderia estar mais feliz! A vitória veio, enfim. Fora de casa, com Lucas Pratto errando vários gols e Cazares mostrando porque é o nosso camisa dez. Já deixo aqui meu protesto: pelo fim da seleção equatoriana de futebol. Cazares é só nosso e de mais ninguém.

Antes da bola rolar, o Galo carregava o peso do mundo nas costas. Precisava da vitória mais do que nunca. E tinha um adversário difícil pela frente, que ainda não havia perdido em seus domínios nesse campeonato e que buscava deslanchar na tabela. O jogo começou com o São Paulo pressionando e mantendo a posse de bola. O Galo aceitava a pressão e não conseguia achar o seu caminho. Até que em um dos primeiros ataques, Cazares recebeu a bola na entrada da área e mandou no canto direito de Renan Ribeiro. Golaço! Por mim, podia acabar aí. Não sei que frescura é essa de dois tempos de 45 minutos.

A partir desse momento de glória, observamos vários lançamentos e infiltrações perigosos do adversário, mostrando novamente a fragilidade defensiva dos nossos volantes, o que deixa a zaga completamente exposta. Apesar da pressão são-paulina, conseguimos ir para o intervalo com a vitória.

Aparentemente, os jogadores tomaram um suco de maracujá, logo depois um chá de camomila e voltaram dormindo para levar um gol logo nos primeiros minutos da etapa complementar e nos envolver em desespero. Cabe ressaltar nessa jogada a falta de vontade de Elias, que estava na marcação de Júnior Tavares na lateral e parou no lance, deixando o jogador no mano a mano com Alex Silva, com condições de cruzar para Marcinho. Ainda conseguimos ver no mesmo lance, Fábio Santos não acompanhar o atacante tricolor. Aliás, que partida sofrível do nosso lateral esquerdo. Não marcou ninguém e não produziu nada ofensivamente.

A entrada de Luan reforçou a marcação pela esquerda e ainda nos mostrou que alguém ali ainda carrega o espírito alvinegro. Que saudade eu estava de Luanzinho! Que seu joelho seja abençoado, menino maluquinho! E foi numa jogada de raça do nosso amuleto que saiu o segundo gol, feito por um He-man pouco inspirado, mas que fez o que se espera dele no final das contas: colocou a bola na casinha.

Com o resultado positivo, saímos da zona de rebaixamento e ganhamos fôlego para tentar uma sequência positiva. Agora é vencer o Sport em casa. Mais uma vez, não temos alternativa. Precisamos desesperadamente recuperar a mística do Horto. Quem sabe assim, com o time mais tranquilo e mais tempo de trabalho para Roger, não podemos sonhar novamente.

 

Foto: Bruno Cantini/Divulgação